Percebe-se claramente quem quer o quê ‘nessa história’ de cicloativismo, ciclismo, bicicletismo ou o nome que quiserem dar. Referirei nesta ‘conversa’ apenas os novatos ao meio e como os enxergamos.
Em um lado temos um crescente número de compradores de bicicleta que o fazem para seguir o modismo do momento e se paramentam com tudo quanto o vendedor conseguir lhes empurrar. Saem nas ciclofaixas de fim de semana parecendo cavaleiros medievais com armaduras e todo o resto, só lhes faltando a lança (alguns até levam). São ferrenhos defensores seja lá do que lhes disserem que é legal, legislação e regra, pois faz parte da moda engolir sem questionar a legitimidade e/ou conveniência do que se relacionar.
Dada a utilização, passam rapidamente a perceber que há muito o que fazer no contexto urbano para que a bicicleta ocupe o lugar que sua importância exige.
Nesta Campanha acolhemos todos calorosamente e entendemos suas as convicções. Por força do nosso objetivo, procuramos promover a conversão da turma ‘fashion’ para a turma ‘consciente’. Isto causa em alguns um sentimento de repulsa, combativo, como se estivéssemos traindo suas convicções mais enraizadas e demonstram através da ferocidade com que repreendem nossos posicionamentos.
Modismo dá nisso, não tem substância, só volume.
Com esta abreviada ‘conversa franca’ pretendemos deixar bem claro que a finalidade da Campanha Vou de Bike não é alimentar o modismo e sim, principalmente, promover debates e ações em benefício do uso da bicicleta como alternativa modal para transporte urbano e outras atividades que busquem o bem estar físico, mental e social.
Podemos com isso desagradar uma minoria resistente, mas temos certeza absoluta que estamos alinhados com a maioria dos nossos simpatizantes.
Por fim, entendam que realmente queremos o bem de todos mas não conseguimos a todos satisfazer. Aos que estão nessa por modismo só temos a declarar:
“Pessoal, moda passa… Bicicleta e Consciência, nunca! Pensem MAIS, pensem BEM.”





