Depressão é um assunto que as pessoas procuram evitar. Muitos relutam em assumir que têm o problema, ou até têm dificuldade em diagnosticá-lo, e relutam ainda mais em buscar ajuda de um especialista para tratar da doença. Estima-se que cerca de 25% das pessoas que sofrem com depressão nem sabem o que está acontecendo e nem têm vontade de descobrir. Com certeza, a depressão faz a qualidade de vida cair muito.
A notícia boa é que várias pesquisas já mostraram que exercício físico, por cerca de 30 minutos de três a cinco vezes por semana, diminuem consideravelmente a ocorrência da depressão. O exercício promove a liberação de endorfina, deixando a pessoa mais disposta, mais feliz, proporcionando bem-estar.
A bicicleta pode ser usada para praticar esse exercício físico regular. E no combate à depressão, ela permite que o ciclista esvazie a cabeça, esqueça um pouco dos problemas e das ansiedades, ao mesmo tempo em que realiza um exercício aeróbico. É como alcançar uma libertação das amarras cotidianas e entrar em um outro ciclo, em uma outra rotina, prazerosa e saudável.
No combate à depressão, o mais importante e justamente isso: fazer a pessoa se reencontrar, se mexer. O deprimido não quer sair de casa, não quer contatos sociais, não quer continuar com a sua rotina, e a bicicleta permite que ele vivencie uma outra rotina e principalmente, em um novo ritmo provocado pelos exercícios.
Conforme a prática esportiva estimular a produção e liberação das substâncias cerebrais relacionadas ao bem-estar, o paciente começar a mudar de rotina e a bicicleta entrar de vez em sua vida, os desafios e objetivos que podem ser traçados, como uma cicloviagem ou a participação em um evento, começarão a trazer novamente o prazer de viver e a autoestima.
Fonte: Revista Bicicleta, edição 10/01





