{"id":172,"date":"2013-10-22T20:35:30","date_gmt":"2013-10-22T23:35:30","guid":{"rendered":"http:\/\/dbike.org\/vdb\/?p=172"},"modified":"2014-06-26T21:41:05","modified_gmt":"2014-06-27T00:41:05","slug":"quero-pedalar-cycle-chic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/quero-pedalar-cycle-chic\/","title":{"rendered":"Quero Pedalar Cycle Chic!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">De nada vale uma boa ideia sem a\u00e7\u00e3o. Mas, ent\u00e3o, o que fazer?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Mude! Fa\u00e7a diferente. Voc\u00ea quer mais infraestrutura para as bicicletas? Ent\u00e3o, o que vai surtir mais efeito: pichar palavr\u00f5es e frases grosseiras na rua, ou procurar as autoridades competentes para dialogar e propor melhorias? Disponha-se a ajudar, sugira solu\u00e7\u00f5es. Sabemos que entupir uma cidade de carros fracassa quaisquer tentativas de mobilidade urbana. Mas os carros est\u00e3o nas ruas&#8230; Os cidad\u00e3os brasileiros querem seu carro&#8230; E o governo &#8220;se v\u00ea obrigado&#8221; a construir mais estradas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">&#8220;Adoraria ver trajetos exclusivos para bicicletas no centro e tamb\u00e9m na zona norte do Rio, e imagino que quanto mais gente andar de bicicleta, mais essa necessidade vai se tornar mais clara. Enquanto isso, fa\u00e7o minha parte. Procuro me vestir o melhor poss\u00edvel quando estou de bicicleta, ainda melhor do que se fosse usar outro meio de transporte&#8221;, M\u00e1rcia Fregolon d\u00e1 o exemplo. Se queremos mais ciclovias, precisamos estar com as bicicletas nas ruas.\u00a0Precisamos querer a bicicleta como meio de transporte. As dificuldades existem, \u00e9 ineg\u00e1vel, mas temos exemplos de cidades que superaram seus desafios e hoje est\u00e3o prontas para receber os ciclistas. A press\u00e3o e as exig\u00eancias de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a para pedalar devem sempre continuar, mas da forma correta. Contagie outras pessoas para aderirem \u00e0 bicicleta e acompanharem voc\u00ea. Fa\u00e7a a ideia se espalhar.<br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/dbike.org\/vdb\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/140502_pedalaempresario007.jpg\" rel=\"wp-video-lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-flutuando alignright\" src=\"https:\/\/dbike.org\/vdb\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/140502_pedalaempresario007.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"219\" \/><\/a>Temos muitos obst\u00e1culos, \u00e9 fato. Se voc\u00ea quer ir pedalando ao trabalho, vai enfrentar cidades com algumas subidas \u00edngremes, o calor tropical, ter\u00e1 que pedalar entre os carros, e quando chegar suado n\u00e3o vai encontrar um chuveiro para tomar um banho nem biciclet\u00e1rio adequado para deixar a magrela. Novamente, o aumento no uso das bikes e a cobran\u00e7a de maneira correta poder\u00e3o produzir resultados. Ser\u00e1 dif\u00edcil por um tempo? Sem d\u00favida. Mas a exemplo de Copenhagen demonstra que as dificuldades s\u00e3o super\u00e1veis. Quando a cidade come\u00e7ou a se modelar para receber bicicletas, cr\u00edticos afirmavam que a Dinamarca n\u00e3o era a It\u00e1lia, fazendo alus\u00e3o ao fato de que na Dinamarca o clima frio \u00e9 muito mais rigoroso e isso impossibilitaria o uso da\u00a0bicicleta. Hoje, \u00e9\u00a0comum vermos fotos de\u00a0pessoas pedalando em Copenhagen mesmo debaixo de neve. As desculpas n\u00e3o passam de muleta psicol\u00f3gica para a acomoda\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, precisamos unificar os valores e concep\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios das vias p\u00fablicas. Seja pedestre, ciclista, motorista ou usu\u00e1rio de transporte p\u00fablico, com ou sem necessidades especiais, todos possuem exatamente o mesmo\u00a0objetivo:\u00a0se locomover. \u00c9 o exerc\u00edcio do direito de ir e vir. E, infelizmente, at\u00e9 entre os ciclistas pode haver antagonismos. &#8220;Curiosamente, \u00e9 nos grupos de ciclistas que percebo mais preconceito por n\u00e3o me encaixar na categoria &#8216;biker'&#8221;, diz Fernanda Guedes, quando perguntada sobre como \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o e a abordagem para quem pedala Cycle Chic. Guee Siqueira relata a mesma situa\u00e7\u00e3o. &#8220;A grande dificuldade de aceitar o conceito Cycle Chic, aqui no Brasil, partiu principalmente dos pr\u00f3prios ciclistas, com cr\u00edticas negativas e preconceito, como se o movimento fosse apenas um modismo passageiro. Felizmente, atualmente h\u00e1 uma maior aceita\u00e7\u00e3o por parte de todos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><a href=\"https:\/\/dbike.org\/vdb\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/131022_cyclechic003.jpg\" rel=\"wp-video-lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-flutuando alignleft\" src=\"https:\/\/dbike.org\/vdb\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/131022_cyclechic003.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"219\" \/><\/a>&#8220;O Brasil produz e usa muita bicicleta como meio de transporte, mas a maior concentra\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 nas cidades menores, nas \u00e1reas mais rurais e principalmente nas camadas mais pobres da sociedade. A imagem que vemos ser disseminada nos centros urbanos \u00e9 a da bicicleta como atividade esportiva ou de lazer, e quem usa a bicicleta como meio de transporte deve se tratar de um fan\u00e1tico por bikes, um ecologista radical ou algu\u00e9m sem meios financeiros para usar um transporte mais &#8216;digno&#8217;. Se a bicicleta n\u00e3o pode ser usada como um meio de transporte normal pela classe m\u00e9dia, dificilmente\u00a0ela vai ganhar status de ve\u00edculo de transporte. Num momento em que a classe m\u00e9dia baixa tem um aumento no poder de compra, o que vemos \u00e9 um aumento\u00a0absurdo nas vendas de motos e, progressivamente, de carros tamb\u00e9m. Isso ocorre num contexto em que faltam alternativas de transporte p\u00fablico de qualidade e o planejamento urbano na maioria dos grandes centros urbanos \u00e9 deplor\u00e1vel&#8221;, afirma Tiago Leitman.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Neste cen\u00e1rio, duas inova\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria cicl\u00edstica s\u00e3o muito bem-vindas, tanto pela praticidade, quanto pela promo\u00e7\u00e3o da cultura da bike no pa\u00eds: a bicicleta el\u00e9trica e a bicicleta dobr\u00e1vel. Para n\u00e3o chegar suado no trabalho, voc\u00ea pode usar a tra\u00e7\u00e3o el\u00e9trica na ida. Na volta, depois do expediente, a\u00ed sim \u00e9 hora de usar os pedais e fazer aquele exerc\u00edcio f\u00edsico reconfortante para quem j\u00e1 enfrentou as press\u00f5es do dia. E com o problema da falta de espa\u00e7o, a bike dobr\u00e1vel \u00e9 compacta para guardar e pode facilmente ser conjugada com outros modais, como \u00f4nibus e metr\u00f4. Al\u00e9m de pr\u00e1ticas e eficientes, essas bikes s\u00e3o muito elegantes e sofisticadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">O mais importante, no final das contas, n\u00e3o \u00e9 como voc\u00ea est\u00e1 vestido, que bike voc\u00ea usa, que acess\u00f3rios pode ter:\u00e9 utilizar a bicicleta como ve\u00edculo de transporte, sem qualquer impedimento, da forma mais natural poss\u00edvel, inclusive no vestir.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistabicicleta.com.br\" target=\"_blank\">Revista Bicicleta<\/a>, edi\u00e7\u00e3o 10\/01 &#8211;\u00a0Artigo da Capa<\/span><\/em><br \/><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Autor: Anderson Ricardo Sch\u00f6rner<\/span><\/em><br \/><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">T\u00edtulo Original: Cycle Chic<\/span><\/em><br \/><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Trecho do Artigo<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"post-excerpt\">De nada vale uma boa ideia sem a\u00e7\u00e3o. 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