{"id":113,"date":"2013-04-04T18:25:35","date_gmt":"2013-04-04T21:25:35","guid":{"rendered":"http:\/\/dbike.org\/vdb\/?p=113"},"modified":"2014-06-24T19:35:30","modified_gmt":"2014-06-24T22:35:30","slug":"por-que-pedalamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/por-que-pedalamos\/","title":{"rendered":"Por que Pedalamos?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque faz bem pra sa\u00fade, porque os m\u00e9dicos recomendam, ou porque est\u00e1 na moda.\u00a0Pedalamos pra nos sentirmos mais leves, n\u00e3o na balan\u00e7a mas na sensa\u00e7\u00e3o que acontece toda vez que vamos deixando esse mont\u00e3o de coisas pelo caminho, atr\u00e1s, sem peso nem culpa, conforme vamos passando. A bicicleta \u00e9 nossa desculpa, a mais natural e a mais justa para n\u00e3o carregarmos nada al\u00e9m do essencial. Afinal, nela qualquer excesso, m\u00ednimo que seja, de cara escancara a vida contrariada, a bagagem desnecess\u00e1ria que bloqueia o prazer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pelo prazer de ir descobrindo a vida por completo: subidas e descidas, disposi\u00e7\u00e3o e cansa\u00e7o, d\u00favida e certeza, lentid\u00e3o e agilidade, uma calma veloz, alegria e tristeza, noites e manh\u00e3, loucura e lucidez. Pedalamos para nos sentirmos inteiros, do tamanho de nossa esquecida lembran\u00e7a; pelo prazer vital de desviar dos fragmentos, e encarar todos os lados de uma mesma moeda, recalculando e recompondo nossa medida imensa, do tamanho de um corpo: imagens, viagens, declives, devaneios, atalhos, desvios, idas e vindas, rodas, linhas, buscas, circunfer\u00eancias&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos n\u00e3o tanto por nossas pernas, mas por nossa mem\u00f3ria, quase sempre t\u00e3o curta. Pra reavivarmos o adormecido, e alimentar de ar e fogo e terra e \u00e1gua o sonho, a pulsa\u00e7\u00e3o, a respira\u00e7\u00e3o, a vida. Pedalamos pra nos lembrarmos de que, sobre o selim da bicicleta, o que cabe somos n\u00f3s pr\u00f3prios, um mundo; pra n\u00e3o nos esquecermos novamente de que isso \u00e9 o essencial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra descobrir a cidade, n\u00e3o tanto a que se constr\u00f3i e reconstr\u00f3i na paisagem, mas a que passa deslizando no tempo. Nos minutos pedalados \u00e9 que compreendemos que o tempo \u00e9 mais do que uma palavra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra termos nosso momento sozinhos, e sobretudo pra que estejamos cada vez mais inteiros e abertos pro outro, cada vez e melhor acompanhados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra que os encontros aconte\u00e7am de verdade, e n\u00e3o pelas metades, autom\u00e1tica e repetidamente; pra que a conversa aconte\u00e7a, a escuta e o sil\u00eancio, com ou sem palavras, pra que haja, sem receio, o mergulho do olho no olho, no rodopio completo que todo encontro faz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sim, pedalamos pra girar nossas mentes, mudar perspectivas, mover o pensamento, deslocar a aten\u00e7\u00e3o, desviar da certeza; pra reaprendermos a olhar: cada objeto, cada pessoa, com sua vida peculiar; a olhar com aten\u00e7\u00e3o e sem pressa, mas tamb\u00e9m sabendo que desde o instante em que nosso corpo toca, e nosso olhar contempla, aquilo que \u00e9 visto e tocado j\u00e1 est\u00e1 passando e ficando, transformando-se assim como n\u00f3s, e no minuto seguinte, \u00e9 uma outra hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra viver a passagem, a mudan\u00e7a, o devir; pra saber e sentir que o tempo gira, mas nunca volta; pra aprender a celebrar esse tempo. Constante, recorrente, cadenciado, o pedal nunca se repete: cada pedalada \u00e9 s\u00f3 uma, \u00fanica, e j\u00e1 vem outra, momento, espa\u00e7o, tudo alterando. Pedalamos pra reaprender, a cada giro, continuamente, a viver cada ciclo por inteiro; pra n\u00e3o nos apressarmos, nem nos determos; pra reviver esse &#8220;caminho do meio&#8221; que n\u00e3o est\u00e1 em lugar algum a n\u00e3o ser bem aqui, no eixo de nosso corpo e mente e alma e vontade, seja l\u00e1 o que for, com que nome tiver, mas que sabemos que existe, cada vez que sentimos que \u00e9 o t\u00eanue equil\u00edbrio de nossa bicicleta que nos leva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra que as palavras n\u00e3o valham mais do que os atos, e pra que os atos n\u00e3o sufoquem as palavras; pra aprender a min\u00facia das superf\u00edcies, dos significados, cada detalhe, e nos tornarmos mais cuidadosos e \u00e0 vontade com nossos 5 mil sentidos. Naturalmente atentos no falar, no ouvir, no perceber, no tocar, no desejar, no pensar, no sentir&#8230; pra exercitar nossa capacidade instintiva, original, primitiva de estar aqui, a cada instante, giro ap\u00f3s giro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sim, pedalamos pra girar por a\u00ed, pra nos concedermos, por que n\u00e3o?, tamb\u00e9m a possibilidade de nos confundirmos, de nos enganarmos, de nos perdermos. Pedalamos pra que o medo dos desvios, da margem, dos abismos, n\u00e3o nos assunte al\u00e9m da conta e nos paralise, mas que, pelo contr\u00e1rio, nos transforme, nos encoraje, nos reinvente, nos recrie.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra inventar outras rotas; pra experimentarmos o fasc\u00ednio da (re)descoberta, a alegria de simplesmente fazer diferente, que \u00e9 fazer o que podemos, e sair do esquema, encurtar e estender o percurso, conforme o sabor e humor de cada dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pelo prazer de dan\u00e7ar nas ruas, e deslizar em ziguezague pelas lacunas, habitando, por um instante imenso &#8211; porque fora do tempo &#8211; esse espa\u00e7o vazio, entre uma faixa e outra, entre uma e outra regra, comando, sinal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pra que os sinais estejam sempre abertos, mesmo quando fechados; pra passarmos pelas beiradas, dobrar a esquina, quase no cantinho da cal\u00e7ada, quando a luz est\u00e1 vermelha e n\u00e3o podemos sequer pensar (e nem queremos) em abortar esse v\u00f4o, perder esse ritmo, cortar o impulso; pra saber esperar, e pararmos contentes, quando n\u00e3o h\u00e1 outro jeito, respirar fundo, reabastecer as rodas de ar, e seguir em frente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque algo em n\u00f3s desvia, desde sempre e pra sempre; porque n\u00e3o somos t\u00e3o retos, nem totalmente tortuosos. Pedalamos pelas margens do erro, onde tudo acerta e nos sentimos bem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pelo consentimento, pela compreens\u00e3o (e tamb\u00e9m pela d\u00favida) quanto ao que somos: uma mistura e uma unidade; uma confus\u00e3o e uma quietude, um caos e uma por\u00e7\u00e3o de maneiras de nos organizar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque preferimos deixar o carro na garagem ou mais ainda, deix\u00e1-lo para sempre estacionado no passado, para que os meninos do futuro, nas aulas de hist\u00f3ria, aprendam perplexos que houve uma \u00e9poca em que as cidades, feitas de uma mat\u00e9ria nem um pouco perme\u00e1vel, e muito menos est\u00e9tica, foram ficando cobertas de fuma\u00e7a, descontentamento, ansiedade, tristeza.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Mas voc\u00ea pode pensar que tamb\u00e9m h\u00e1 muitos que v\u00e3o de bicicleta, n\u00e3o por uma quest\u00e3o de consci\u00eancia, e sim por uma impossibilidade e falta, que \u00e9 tanto de informa\u00e7\u00e3o quanto de dinheiro: a incapacidade de enxergar esse presente, e de antever o futuro; mas, pelo contr\u00e1rio, de querer, assim que poss\u00edvel, o mais depressa, ter um carro na garagem, para poder ir pro trabalho com ele.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sim, tamb\u00e9m se pedala porque a grana \u00e9 curta, ainda mais que sonhos e palavras; e entender \u00e9 dif\u00edcil, e ter um carro \u00e9 caro, ainda mais com o pre\u00e7o da gasolina, o seguro, os impostos, o mec\u00e2nico, o cartel das usinas&#8230;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque n\u00e3o aprendemos, nem nos ensinaram, a extrair o muito do pouco, o mais do menos; e s\u00f3 sabemos querer mais, mesmo quando o menos permanece nossa perspectiva mais certa e imediata. Por isso vamos de bicicleta, dia ap\u00f3s dia, manh\u00e3 ap\u00f3s manh\u00e3, direto para as f\u00e1bricas que produzem a sobreviv\u00eancia nossa e de milh\u00f5es, junto com as mercadorias de sonhos vendidos nas lojas, disseminados nos intervalos de almo\u00e7o, finais de semana, dias de pagamento, em cenas de novelas, e an\u00fancios de propaganda. Sim, aos milhares, pedalamos todos os dias, sempre na mesma dire\u00e7\u00e3o, centenas de idas e vindas numa s\u00f3 vida; e n\u00e3o \u00e9 nenhum treino para competi\u00e7\u00e3o. Pedalamos em comboios, mesmo que sozinhos, pois \u00e9 para onde todos vamos: fabricar e vender, construir e disseminar sonhos de lata, mercadorias, nas horas sem fim, at\u00e9 que finalmente consigamos dar a entrada, e pagar a primeira presta\u00e7\u00e3o desse nosso sonho j\u00e1 pago.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A bicicleta \u00e9 o ve\u00edculo de quem se desloca no extremo, o final ou o come\u00e7o, pois s\u00f3 ela \u00e9 capaz de chegar at\u00e9 aqui. Pedalamos porque temos consci\u00eancia demais ou de menos; porque nos revoltamos demais ou nos conformamos depressa; porque j\u00e1 tentamos tudo, ou porque n\u00e3o tivemos sequer a menor chance de tentar; porque a programa\u00e7\u00e3o da TV, todas as mensagens, j\u00e1 n\u00e3o nos interessam e convencem, ou porque tudo o que somos capazes de querer e acreditar nos vem dessas mensagens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">De carro \u00e9 mais r\u00e1pido, mais confort\u00e1vel, tem mais independ\u00eancia, todo mundo sabe. Pedalamos porque talvez sejamos de um tipo esquisito que prefere ir mais devagar. Ou porque talvez, na verdade s\u00e3o os que n\u00e3o pedalam que desconhecem que, muitas vezes, de bicicleta \u00e9 bem mais certo chegar sem atraso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Sim, pedalamos pela possibilidade de intuir os atalhos, experimentar alternativas, e com isso escapar dos lugares-comuns, das vias invi\u00e1veis, das op\u00e7\u00f5es que se mostraram inadequadas, das ruas congestionadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque temos tempo de sobra, apesar do tempo; por j\u00e1 n\u00e3o temermos as horas, os dias, os meses; mas por respeit\u00e1-los e degust\u00e1-los. Pedalamos por sabermos que n\u00e3o h\u00e1 porque ter toda essa pressa; e tamb\u00e9m porque, quando \u00e9 preciso ir mais ligeiro, basta pedalar um pouco mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos pela possibilidade de inventar, na borda lim\u00edtrofe, na margem extrema nosso &#8220;caminho do meio&#8221;, nosso ensaio de prazer, de vida, de paz, pra seguirmos adiante, no meio disso tudo, e ao mesmo tempo fora, sem pirar. Pedalamos porque n\u00e3o tem mais jeito, e j\u00e1 endoidamos; porque estamos fora do contexto, quando o contexto \u00e9 passado, tudo o que n\u00e3o serve, nem alimenta, nem impulsiona mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos por sermos futuros, quando o fututo \u00e9 presente; por uma conversa com o tempo que sussurra no corpo de quem pedala, e lhe revela segredos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos por tantos motivos, e sem motivo nenhum, por um impulso, o mais instintivo que, quando vemos, j\u00e1 nos trouxe de l\u00e1, e estamos aqui, em cima da bicicleta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos n\u00e3o por nossa liberdade, nada disso, mas por uma imposi\u00e7\u00e3o incontest\u00e1vel, que n\u00e3o \u00e9 econ\u00f4mica, social, ou da m\u00eddia, mas de algo sem-nome que pulsa e respira em n\u00f3s, a cada giro, mesmo quando n\u00e3o estamos de bike.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque qualquer motivo externo, por mais decisivo, continuar\u00e1 sendo sempre menor do que a causa sem causa, a raz\u00e3o sem motivo dessa vida imediata, desse prazer gratuito e sem pre\u00e7o, dessa loucura t\u00e3o inocente e perigosa e libert\u00e1ria que \u00e9 pedalar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Pedalamos porque talvez, no ato de pedalar esteja envolvido muito mais do que um ciclista e uma bicicleta; porque talvez, por mais estranho que isso pare\u00e7a, apenas se mover em uma bicicleta, n\u00e3o signifique necessariamente pedalar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistabicicleta.com.br\/\">Revista Bicicleta<\/a>, edi\u00e7\u00e3o 01\/01<\/span><\/em><br \/><em><span style=\"font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Autoria: Isah Andreoni<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p class=\"post-excerpt\">N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 porque faz bem pra sa\u00fade, porque os m\u00e9dicos recomendam, ou porque est\u00e1 na moda.\u00a0Pedalamos pra nos sentirmos mais leves, n\u00e3o na balan\u00e7a mas na sensa\u00e7\u00e3o que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":332,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=113"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/media\/332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dbike.org.br\/vdb\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}